ISBN: 978-65-83222-24-4
DOI: 10.29327/5811377
Descrição: Vivemos uma era de profundas transformações sociais, tecnológicas e ambientais, que exigem da educação uma reflexão constante e uma postura crítica, dialógica e inovadora. Este e-book não é apenas uma coletânea de textos, mas um convite à jornada por temas que estão no cerne do debate sobre o papel da escola na construção de uma sociedade mais justa, democrática e sustentável.
A estrutura da obra foi estruturada para entrelaçar diferentes dimensões da prática pedagógica, partindo do chão da realidade social até as fronteiras da inovação tecnológica. Acreditamos que a educação transformadora só se concretiza quando considera o território e a cultura de seus sujeitos, ao mesmo tempo em que se abre para as novas linguagens e ferramentas do mundo contemporâneo. É nesse movimento de ir e vir, entre a tradição e a inovação, que este livro encontra sua razão de ser.
Nosso objetivo é oferecer a educadores, pesquisadores, estudantes e gestores um panorama crítico e propositivo sobre temas urgentes. Cada capítulo foi escrito com a intenção de provocar o pensamento, desacomodar certezas e semear novas práticas. Ao longo destas páginas, o leitor encontrará subsídios teóricos e reflexões ancoradas na realidade brasileira, sempre com um olhar voltado para a garantia de direitos e a valorização da diversidade que caracteriza o nosso país.
A jornada tem início no Capítulo 1 - "Educação do Campo, Território e Sustentabilidade: Saberes Tradicionais e Justiça Social" . Neste primeiro mergulho, a obra nos conecta com as raízes e a identidade dos povos do campo. Discute-se a Educação do Campo não como uma mera adaptação da educação urbana, mas como uma política pública e uma prática pedagógica forjada na luta dos movimentos sociais, que reconhece o território como espaço de vida, cultura e produção sustentável.
Indo além, este capítulo inicial explora a riqueza dos saberes tradicionais, frequentemente invisibilizados pela lógica hegemônica do currículo. Ao estabelecer o diálogo entre o conhecimento científico e a sabedoria popular, o texto defende uma educação que promova a sustentabilidade e a justiça social, garantindo às populações camponesas, ribeirinhas e extrativistas o direito a uma educação que seja, verdadeiramente, "do" e "no" campo.
Em seguida, o Capítulo 2 - "Educação de Jovens e Adultos: Direito, Trabalho e Emancipação Social" nos confronta com a dívida histórica que o país tem com milhões de brasileiros que tiveram o direito à educação negado. A EJA é apresentada em sua complexidade, muito além da simples alfabetização. A reflexão aqui se debruça sobre a centralidade do trabalho e da cultura como princípios educativos, defendendo uma modalidade de ensino que seja capaz de promover a emancipação social e a inserção crítica dos sujeitos no mundo.
Neste capítulo, o leitor é convidado a repensar as práticas pedagógicas na EJA, considerando os saberes e as experiências de vida que os educandos trazem consigo. A discussão aponta para a necessidade de políticas públicas efetivas e de um currículo significativo, que dialogue com os mundos do trabalho e as lutas por sobrevivência e dignidade, reafirmando a EJA como um direito humano fundamental e inalienável.
Chegamos ao coração teórico da obra com o Capítulo 3 - "Paulo Freire e a Educação Dialógica: Atualidade e Desafios no Século XXI" . Em tempos de discursos de ódio e de tentativas de esvaziamento do sentido crítico da educação, revisitar Paulo Freire é um ato político e pedagógico. O capítulo demonstra a impressionante atualidade do pensamento freiriano, cuja noção de diálogo, problematização e conscientização se mostra fundamental para enfrentarmos os desafios do nosso tempo.
Este capítulo analisa como o método dialógico pode ser aplicado na sala de aula contemporânea, superando a educação bancária e formando sujeitos capazes de "ler o mundo" para transformá-lo. A reflexão se estende aos desafios de se praticar a autonomia e a esperança em um cenário de crescente desigualdade e desinformação, reafirmando a pedagogia do oprimido como um caminho para a humanização.
A questão da identidade e do reconhecimento ganha centralidade no Capítulo 4 - "Relações Étnico-Raciais na Educação Básica: Implementação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008" . Este capítulo enfrenta o desafio de transformar a lei em prática pedagógica cotidiana e significativa. Discute-se a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena não como um conteúdo a mais no currículo, mas como uma reorientação do olhar, capaz de descolonizar saberes e combater o racismo estrutural na escola.
O texto caminha pelas possibilidades de uma educação antirracista, que valorize a contribuição dos povos africanos, afro-brasileiros e indígenas na formação da sociedade brasileira. Ao apresentar caminhos e reflexões, o capítulo oferece subsídios para que educadores possam superar abordagens folclóricas ou estereotipadas, construindo, de fato, uma escola que seja espaço de valorização da diversidade e de promoção da igualdade racial.
Já o Capítulo 5 - "Avaliação e Cultura de Resultados na Educação Contemporânea" encerra a obra com uma análise necessária sobre os dilemas da avaliação, contrapondo a lógica meritocrática e padronizada a uma concepção formativa, que acolhe as diferenças e serve como instrumento para a melhoria contínua do processo de ensino-aprendizagem.
A obra se projeta para o futuro com último capítulo abordando um tema emergente: educação e tecnologias. O Capítulo 6 - "Tecnologia, Inteligência Artificial e Mediação Pedagógica: Novos Cenários Educacionais" nos insere no debate sobre as ferramentas digitais e a IA na educação, questionando como a mediação pedagógica pode se apropriar dessas tecnologias para potencializar a aprendizagem, sem perder de vista a centralidade do humano e do pensamento crítico.
Dessa forma, ao longo de seus capítulos, este eBook convida o leitor a refletir sobre os múltiplos caminhos que se abrem para a educação no século XXI. Mais do que oferecer respostas definitivas, a obra busca fomentar questionamentos, ampliar horizontes interpretativos e estimular práticas pedagógicas comprometidas com a equidade, a diversidade e a transformação social.
Organizadores: André Costa da Silva; Eduardo Nunes Silva; Janaína Santana da Costa; Kathia Maria Barros Leite; Rosangela Alves de Aquino Barros e Telmo Rosa Nogueira
Autores: André Costa da Silva; Cesar Bezerra Marinho; Claudienne da Cruz Ferreira; Edimar Fonseca da Fonseca; Eduardo Nunes Silva; Helena Campista de Souza; Janaína Santana da Costa; José Fábio Vieira Gomes; Kathia Maria Barros Leite; Leomar Campelo Costa; Rosangela Alves de Aquino Barros; Sheila Azevedo Pereira; Telmo Rosa Nogueira; Vanessa Aparecida da Silva Cruz.
Capítulos
APRESENTAÇÃO
Capítulo 1
EDUCAÇÃO DO CAMPO, TERRITÓRIO E SUSTENTABILIDADE: SABERES TRADICIONAIS E JUSTIÇA SOCIAL
José Fábio Vieira Gomes; Vanessa Aparecida da Silva Cruz; Eduardo Nunes Silva; Janaína Santana da Costa
Capítulo 2
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: DIREITO, TRABALHO E EMANCIPAÇÃO SOCIAL
Edimar Fonseca da Fonseca; Eduardo Nunes Silva; Janaína Santana da Costa; Cesar Bezerra Marinho
Capítulo 3
PAULO FREIRE E A EDUCAÇÃO DIALÓGICA: ATUALIDADE E DESAFIOS NO SÉCULO XXI
Eduardo Nunes Silva; Janaína Santana da Costa; André Costa da Silva; Helena Campista de Souza
Capítulo 4
RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO BÁSICA: IMPLEMENTAÇÃO DAS LEIS 10.639/2003 E 11.645/2008
Eduardo Nunes Silva; Janaína Santana da Costa; André Costa da Silva; Claudienne da Cruz Ferreira; Kathia Maria Barros Leite; Sheila Azevedo Pereira
Capítulo 5
PRÁTICAS AVALIATIVAS NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DESAFIOS NORMATIVOS E PEDAGÓGICOS
André Costa da Silva; Eduardo Nunes Silva; Telmo Rosa Nogueira; Leomar Campelo Costa
Capítulo 6
TECNOLOGIA, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA: NOVOS CENÁRIOS EDUCACIONAIS
Rosangela Alves de Aquino Barros; Eduardo Nunes Silva; Leomar Campelo Costa; Edimar Fonseca da Fonseca
REFLEXÕES FINAIS
SOBRE OS ORGANIZADORES
SOBRE OS AUTORES
TODOS OS INDEXADORES DO E-BOOK

